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PORTAL LARANJEIRAS CAIEIRAS – SP

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PARABÉNS CAIEIRAS PELOS 55 ANOS


                     


Neste 14 de dezembro, o município de Caieiras, carinhosamente chamado de "Cidade dos Pinheirais", completa 55 anos de emancipação política. No entanto, para entender ''Caieiras'', é preciso voltar no tempo, mais precisamente ao ano de 1870. Vejamos:

1ª período:


A História de Caieiras teve início por volta do ano de 1870, quando o então coronel Antonio Proost Rodovalho (1838-1930), comprou uma fazenda ao longo do Rio Juqueri-Mirim, numa região próxima as terras ocupadas hoje pelo município de Caieiras.

Com destaque no comércio, agricultura, e nas instituições financeiras do Estado de São Paulo, o visionário coronel observou nas terras caieirenses a existência de minerais ricos em carbonato de cálcio, excelentes para a produção de cal. Produto de grande valor a época, o cal era a prenuncia de grandes lucros – nesse período, o país passava por um intenso e profundo processo de industrialização, exigindo matéria prima para a construção civil.

Em 1877, Rodovalho mandou construir dois fornos de barranco dando inicio a produção de cal. Os primeiros fornos serviram de sugestão para o nome da localidade. Daí o nome 'Caieiras'. Todavia, o nome 'Caieiras' diverge de sua origem – outras histórias, até mais velhas, surge da sabedoria e dos contos populares sobre a versão para o nome. No final do século 18, por volta de 1750, a região era explorada por carvoeiros que faziam os fornos de carvão nas montanhas de cal, escavando-as para queimar o carvão dentro desses fornos naturais, já denominado, 'caieira'.

No entanto, foi a partir da chegada do coronel Rodovalho que Caieiras começou a construir sua história. Com os fornos em pleno funcionamento e o progresso batendo a porta, a produção dos derivados da cal ia de vento em polpa, mas, um morador por nome Emílio Ascanhas, mudaria para sempre os planos de Rodovalho, por conseqüência, a do município.

Ele misturou guaraná e samambaia na obtenção de uma pasta com características de papel e necessitava de auxilio para montar uma fabrica.

Após sucessivas pesquisas com materiais sumários, como tina, peneira e fibra, chegou-se ao produto desejado - embora com baixa qualidade, decidiu-se então que a partir de 1877, seria fabricado papel industrial em Caieiras - o projeto ficou a cargo de uma empresa alemã, Gebruder Hemmer Neidenburg Pfalz, considerada especialista neste tipo de negócio.

A infra estrutura foi sendo montada gradativamente. Os materiais necessários para a confecção do papel foram sendo obtidos, as pedras eram extraídas por aqui, enquanto o cimento e as folhas de zinco eram importadas da Europa. Uma barragem foi construída no "Rio Juqueri" para a aquisição de energia hidráulica, barcaças a vapor faziam o escoamento da produção.

Em março de 1889, Caieiras recebia novos imigrantes, eram alemães vindos da cidade de Hamburgo, especialmente para a montagem de três maquinas para a produção de papel. O inicio da fabricação se deu em 4 de abril do ano seguinte, com o funcionamento de uma das maquinas.

No mesmo mês, Caieiras recebeu a visita do então presidente da província de São Paulo, cargo semelhante ao de governador. De acordo com relatos da época, o então presidente de São Paulo era Prudente de Morais, que mais tarde se tornaria o presidente da república.

Na visita estavam presentes políticos e empresários. O evento foi documentado pelo jornal, "O Estado de São Paulo" em sua edição de capa de 20 de abril de 1890. As instalações da fabrica foram mostradas em detalhes aos convidados.

As condições favoráveis apontavam a possibilidade em criar uma grande empresa no local. Bem distante de Caieiras, instalada no estado do Rio de Janeiro, capital da república, a empresa industrial ''Melhoramentos no Brasil'', financiada com recursos do Governo Federal, pretendia estabelecer novos negócios em outros estados.

Estava ali a oportunidade do coronel Rodovalho fundar a sua empresa com bases nas instalações que já possuía, o que de fato se concretizou. Fundada e organizada ''Companhia Melhoramentos de São Paulo, a trajetória da empresa se divide em duas partes distintas – primeiro com o pioneirismo do coronel Rodovalho, e após 1920, com os irmãos Weiszflog, os responsáveis pelo avanço administrativo e tecnológico da companhia.

 Neste século, entretanto, a empresa enfrentou períodos conturbados, como as crises que recairam sobre a economia brasileira e a 2ª guerra mundial em 1938 – ano em que a companhia havia encomendado dos alemães a máquina nº 5 – o temor era o de um possivel atraso na entrega da mercadoria, uma vez que a Alemanha estava diretamente envolvida no conflito que só se encerrou no ano de 1945.

Com grande destaque no cenário brasileiro, a Cia Melhoramentos tornou-se referência no ramo papeleiro. Nos últimos anos, passando por dificuldades financeiras, a ''Melhoramentos Papéis'' foi vendida para um grupo chileno, a CMPC, por 400 milhões de reais.




2º período:
A vida política do mumicípio começou a mudar em 1953, quando os moradores da região organizaram a ''Comissão Pró-Emancipação de Caieiras'', cujo objetivo era criar o municipio de Caieiras separando-se de Franco da Rocha. Assim sendo, foi enviado à Assembléia Legislativa uma solicitação para a realização de um plebiscito que decidiria sobre a criação do município. Após a realização do ato, cuja escolha da população foi pela emancipação.

Em 14 de dezembro de 1958 surge oficialmente o município de Caieiras. 54 anos depois, o jovem munícipio de aproximadamente 90 mil habitantes deixou de ser uma cidade pacata para tornar-se alvo de expeculações imobiliarias e mega projetos habitacionais, caso do empreendimento da construtora Camargo Corrêa que em 2007 adquiriu uma área para a implatanção de um loteamento para abrigar 82 mil novos moradores. Outro projeto de grande magnitude é a provável passagem do Trem Bala cortando o município, além da construção de um aeroporto às margens da Rodovia dos Bandeirantes.

Na questão ambiental, o município foi gravemente afetado com a instalação do segundo maior aterro sanitário do mundo, o ''lixão''. Por conta deste descabido projeto aprovado pelo ex-prefeito Névio Dártora, a cidade passou a ser nacionalmente conhecida como a ''capital nacional do lixo''.

No esporte, atletas caieirenses são referências em grandes clubes brasileiros, enaltecendo cada vez mais o nome do município. Em cinco décadas, a cidade teve outros destaques, no entanto, são nos agentes políticos que se deve ter um olhar analítico -, pois o futuro do município está diretamente atrelado a decisões políticas.

Se em 1958, a ''briga'' era para emancipar o município, hoje a situação é pelo controle social que afeta a região, além da moralização dos lideres no cenário politico. Nos últimos anos políticos desonestos mancharam o nome da cidade ao serem alvos de investigação da Polícia Federal em esquema de corrupção. 

O atual prefeito de Caieiras é o médico Roberto Hamamoto (PSD), reeleito para administrar o município até 2016. A Câmara Municipal é composta por dez vereadores.

No turismo a cidade deixa a desejar, tendo como única opção a estátua do Cristo Redentor localizada nos arredores do aterro sanitário. O local, porém, está abandonado pela atual gestão política. O transporte público, caro e precário, é monopolizado pelo grupo Urubupungá, que há duas décadas explora o controle da atividade no município.

Na saúde a situação é desanimadora, apesar da boa estrutura física de unidades básicas e um hospital maternidade. Faltam profissionais e equipamentos modernos para atender a população.

A segurança pública é feita pelas polícias Militar e Civil com apoío da Guarda Municipal. 

A economia do município destaca-se pelas indústrias plásticas e papeleiras, dando destaque para a ex-Companhia Melhoramentos de São Paulo, empresa produtora de papel (a empresa vendeu sua fábrica para um grupo chileno), no entanto, a Melhoramentos manteve sua área de reflorestamento que abrange a maior parte do território da Cidade. O município, apesar do lixão, ainda possui um dos melhores índices de qualidade de vida do estado de São Paulo.

Separado do marco zero da capital por apenas 34 quilometros, Caieiras integra um dos 39 municípos da Região Metropolitana do estado de São Paulo.